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Atualmente, um dos grandes impasses do Estado é como usar o avanço tecnológico a favor do ganho de produtividade. Para as empresas, principalmente pequenas e médias, o uso da Inteligência Artificial (IA) mostra-se, cada vez mais, inevitável para aumentar a eficiência e a escala de produção.
As avaliações são de Cristina Palmaka, board member da Vivo, C&A Brasil, Arcos Dourados e Eurofarma, em entrevista ao Canal UM BRASIL – uma realização da FecomercioSP – ilustrada na charge de Caco Galhardo (@cacogalhardo). Em sua opinião, a adoção das novas tecnologias, de forma transversal, traz desafios e oportunidades ao mundo corporativo.
Sobre a adoção da IA no dia a dia do mercado de trabalho, Cristina observa que a mudança sempre é muito difícil, principalmente quando atinge a sua organização, o seu departamento, a sua própria rotina. “O novo é sempre muito difícil quando nos toca. É gostoso estar naquela zona de conforto, saber exatamente o que vai acontecer”, aponta.
Na visão da especialista, a incorporação da tecnologia exige um jogo de cintura dos funcionários. “É um perigo ficar parado, apenas esperando para ver o que vai acontecer. Mas seguir só por modismo também é ruim, porque você pode tomar decisões equivocadas”, alerta. “É preciso ter o discernimento para usar a tecnologia de uma forma correta”, adverte. “Não deixar de usar ou de testar, mas levar sempre em consideração essa complexidade que a inovação pode trazer”, ressalta.
O avanço da Inteligência Artificial (IA) em todo o mundo traz benefícios mas também grandes desafios. Os data centers, necessários para armazenar e processar os dados que alimentam essa tecnologia, têm sido alvo de críticas pelo impacto causado ao meio ambiente, por consumirem enormes quantidades de energia e água, como ilustra a charge de Adão Iturrusgarai.
É um impasse: ao mesmo tempo em que a crise climática exige soluções sustentáveis, a demanda pelo desenvolvimento de uma política nacional de IA – que vai exigir o uso de data centers – é cada vez mais estratégica para o Brasil. É o que explica a jornalista Silvia Bassi, em entrevista ao Canal UM BRASIL.
Hoje, a posse da rede tecnológica, sobre a qual roda um governo digital, por exemplo, depende de ferramentas que são de fora. Isto é, há um risco, acredita Silvia. “Grande parte dessas empresas está concentrada nos Estados Unidos. Mas já começamos a ver o surgimento de algumas powerhouses chinesas. Há um jogo de forças”, observa.
Nesse momento em que a IA torna-se estratégica na geopolítica global e novos atores ganham destaque, Silvia acredita que o País precisa investir na sua própria tecnologia. “O Brasil pode ser um grande produtor de plataformas, de aplicações e de usos da IA, pedaços de software da ferramenta que sirvam para promover o uso da tecnologia e, assim, melhorar a vida das pessoas”, orienta a especialista.
A Inteligência Artificial (IA) tem provocado grandes transformações nas empresas e na sociedade. E a nova tecnologia promete reorganizar o mercado de trabalho de formas cada vez mais dinâmicas, como ilustra a charge de Caco Galhardo.
O Canal UM BRASIL e a Revista Problemas Brasileiros promoveram, em parceria com o Instituto Ethos, um debate sobre uma IA ética, responsável e inclusiva, com Regina Magalhães, especialista em Inovação e Sustentabilidade, Glauco Arbix, professor titular e coordenador do Observatório da Inovação no IEA-USP, e Valdemar de Oliveira Neto, consultor associado do Ethos.
Para combater os possíveis danos da IA e aperfeiçoar seu uso, é preciso ter clareza na formulação e na aplicação dessa tecnologia. Durante o debate, os especialistas afirmaram que uma regulação forte pode até favorecer a capacidade de inovação dos negócios e, consequentemente, tornar o mercado mais seguro e competitivo.
“Um mercado desregulado é um mercado sem regras, em que vale tudo. E isso não é bom para as empresas que têm uma perspectiva de longo prazo. Garantir o uso da tecnologia de forma ética pode ser, inclusive, uma vantagem competitiva para as empresas”, completou Regina.
Hoje, as redes sociais ocupam um papel central no debate público e nos rumos das democracias ao redor do mundo. Isso porque as Big Techs, as empresas por trás das plataformas digitais, levaram a desinformação a um outro patamar, argumenta o professor e jornalista Eugênio Bucci.
A indústria da desinformação desenvolveu a ideia de que a mentira é mais prazerosa, sedutora e divertida, defende Bucci, em entrevista ilustrada pela charge de Adão Iturrusgarai. “Estamos na era que fervilha a desinformação, que seduz, arrebata e mobiliza. É um tempo de fanatismo”, diz.
Para conter riscos e ameaças trazidas pelas plataformas digitais e pelo uso da Inteligência Artificial (IA), o jornalista defende a criação de leis e regras, com respeito à liberdade de expressão.
“Só existe uma forma de se proteger. O Estado tem de regular essas atividades, uma regulação democrática”, defende. “A democracia vai estipular regras para o funcionamento dessas tecnologias ou elas vão manipular abertamente os processos democráticos? Essa é a pergunta”, conclui.