HÁ MAIS DE UMA DÉCADA, O UM BRASIL CONECTA ESPECIALISTAS DE DIVERSAS ÁREAS PARA DISCUTIR OS GRANDES DESAFIOS DO PAÍS
Da modernização do Estado ao combate às desigualdades, da emergência climática à melhoria do ambiente de negócios, da educação à geopolítica, abordamos temas fundamentais para o desenvolvimento brasileiro.
A partir dessas reflexões, o UM BRASIL amplia o protagonismo da FecomercioSP em fóruns de debate, fortalecendo alianças estratégicas com instituições, empresas e lideranças da sociedade civil.
No Brasil, prevalece o medo de tornar pública a “ineficiência estatal”. E, por causa disso, os gastos públicos não são claros, muito menos submetidos ao controle social. É o que afirma Paulo Uebel, sócio da Ernst & Young e ex-secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital.
De acordo com Uebel, o Estado sabe que tornar pública a própria ineficiência pode prejudicar a alocação de recursos ou a permissão para dar futuros aumentos, por exemplo. Nesse cenário, a estratégia é ocultar, tornando o gasto “o mais diluído possível, em várias rubricas”, para que seja quase impossível quantificá-lo adequadamente.
“Você aloca uma parte no Ministério da Educação, uma no Planejamento, uma na Fazenda, uma no Ministério da Segurança, e, aí, você não consegue visualizar o gasto total”, diz. “Quanto mais individualizado, claro e transparente for o gasto público, maior será o controle social. E o controle social, muitas vezes, incomoda o gestor”, completa.
Em entrevista ao Canal UM BRASIL, ilustrada pela charge de Adão Iturrusgarai, o especialista afirma que o Estado precisa voltar a funcionar bem para recuperar a legitimidade. De acordo com ele, isso passa por controlar o déficit, incluir uma reforma fiscal na Constituição e tornar o orçamento público mais transparente e flexível.
TODAS AS CHARGES
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