Agenda ambiental exige políticas de Estado e planejamento de longo prazo
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EM POUCAS PALAVRAS...
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- A advogada Renata Piazzon explica que as agendas ambiental e climática exigem a articulação de políticas de Estado, não apenas de governo, e compromisso com o planejamento de longo prazo.
- De acordo com a advogada, é só por meio de uma mudança de perspectiva — inclusive dentro do próprio movimento ambientalista — que o Brasil conseguirá, de fato, zerar as emissões até 2025 para, então, se tornar referência mundial de uma economia de baixo carbono.
- “Quando entendermos que é possível desenvolver e gerar valor mantendo a floresta em pé — e que não há melhor país no mundo para fazer isso do que o Brasil —, vamos decolar”, afirma a advogada.
Quando se fala em transição energética e outras pautas das agendas ambiental e climática, é preciso trocar as políticas de governo pelas políticas de Estado. É o que defende a advogada Renata Piazzon, CEO do Instituto Arapyaú, em entrevista ao Canal UM BRASIL — uma realização da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
“Falta uma articulação multissetorial para que o País consiga atingir seus objetivos. Articular a filantropia, a sociedade civil, o setor privado e o governo em torno de políticas públicas que sejam consistentes a longo prazo é algo que ainda não conseguimos alcançar”, lamenta.
De acordo com a advogada, é só por meio de uma mudança de perspectiva que o Brasil conseguirá, de fato, zerar as emissões até 2025 para, então, se tornar referência mundial de uma economia de baixo carbono.
Brasil pode se tornar uma potência agroambiental
- Conceitos retrógrados. Na opinião de Patrícia, o movimento ambientalista brasileiro ainda está preso a uma ideia do passado de que seria impossível conciliar desenvolvimento e conservação. Esse cenário afasta o País de suas potencialidades econômicas e produtivas.
- O passo que falta. Mudar esse ponto de vista pode ser o passo que falta para transformar o Brasil na maior potência agroambiental do mundo. “Quando entendermos que é possível desenvolver e gerar valor mantendo a floresta em pé — e que não há melhor país no mundo para fazer isso do que o Brasil —, vamos decolar”, afirma a advogada.
Agenda climática deveria permanecer fora da polarização
- O meio ambiente está em todo o lugar. Quando o assunto é o diálogo com a sociedade, Renata também sugere uma mudança de perspectiva. É urgente que os políticos e os governos tratem a pauta ambiental como parte de outras fundamentais e relevantes para a sociedade — e sem estimular polarizações —, defende a advogada.
- Da saúde à segurança nacional. “Precisamos associar o meio ambiente àquilo que é relevante na cabeça do eleitor. Estamos falando de saúde, de clima, do ar que a gente respira. Estamos falando de educação, de segurança também. Seguranças alimentar, energética e mineral do planeta”, completa Patrícia.
- O peso das eleições. De acordo com a advogada, transmitir ao eleitor a noção de transversalidade do clima e do meio ambiente é fundamental num ano como o de 2026. “Se temos até 2030 para resolver a questão climática, e depois reduzir as emissões até zerá-las em 2050, os próximos quatro anos serão definitivos”, explica. “Esta é uma eleição muito importante. Não polarizar é um desafio enorme, mas acho que o Brasil terá muitas oportunidades se conseguir isso.”
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