Vírus da inovação precisa ser espalhado em todas as áreas da empresa
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O aumento no uso de smatphones para compras no Brasil mostra que o País tem consumidores ávidos para aliar tecnologia e praticidade. Apesar dessa mudança, detectada na pesquisa Global Consumer Insights, na qual o porcentual de brasileiros que dizem ter comprado serviços e produtos por meio desses aparelhos saltou de 15% em 2013 para 50% em 2019, o sócio da PWC no Brasil, Ricardo Neves, é categórico ao UM BRASIL, uma realização da FecomercioSP: a loja física não vai acabar.
O indicador, entretanto, não deve ser encarado como um empecilho aos negócios dos pequenos empresários que tem limites de gastos e, em muitos casos, pouco conhecimento em tecnologia. Na conversa com Juliana Rangel, o também especialista em varejo e experiência do consumidor ressalta que o diferencial para se destacar no mercado é a percepção sobre o que o consumidor precisa.
“Fala-se muito de grandes investimentos em tecnologias avançadas como realidade aumentada ou inteligência artificial. Entretanto, a inovação surge da necessidade, do entendimento do que é necessário para aquele consumidor, e as empresas de médio e pequeno portes têm um olhar sobre o consumidor diferente do grande varejista”, explica Neves.
Sobre o papel da loja física nesse cenário mais moderno, ele garante que mudanças já são percebidas. “Tem loja com um papel diferente na relação com o consumidor, como as chamadas ‘vitrine’ – com produtos e tamanhos que as pessoas podem experimentar na hora, e as compras são enviadas para o endereço do comprador. Acho que o conceito de unir compra com diversão é muito forte atualmente. As pessoas não estão saindo simplesmente para fazer uma compra, mas para se divertir”, diz.
Independentemente do modelo adotado pelo empresário, Neves acredita que o conceito de inovação precisa ser disseminado nas empresas para que novidades surjam e beneficiem, ao mesmo tempo, consumidores e empreendedores.
“O vírus da inovação precisa ser espalhado na empresa. Ela não pode estar mais na cabeça de um departamento ou na cabeça do principal executivo ou dos executivos. Ela tem de estar totalmente permeada, ou distribuída na organização, porque é com base nessa proximidade com o consumidor e com o entendimento das suas necessidades que surgem realmente as grandes ideias.”

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