Sociedade brasileira precisa aprofundar conhecimento sobre a IA
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ChatGPT, Google Gemini, Claude Code… As ferramentas da Inteligência Artificial (IA) generativa se multiplicam e se desenvolvem cada vez mais, mas a compreensão sobre a tecnologia ainda é muito superficial na sociedade.
É o que afirma Duval Guimarães, especialista em educação, tecnologia e políticas públicas e diretor geral na Start by Alura, programa educacional que ensina programação, pensamento computacional e letramento digital a crianças e jovens.
“A maioria das pessoas não se dá ao trabalho de ir a fundo e entender quais são os impactos e como, de fato, usamos as IAs em nossas vidas”, avalia. “Precisamos aprender não somente como usá-las, mas também sobre o funcionamento da própria IA”, completa.
Em entrevista ao Canal UM BRASIL — uma realização da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) —, Guimarães também reflete sobre os reflexos da ferramenta nas escolas, no ensino e nas trajetórias profissionais.
Educação e tecnologias estão associadas
- IA nas escolas? Não há mais como pensar a educação sem considerar a presença da tecnologia dentro e fora da sala de aula, defende Guimarães. “Hoje, entendemos que é inevitável entender a IA como uma ferramenta de uso na educação. Ela vai estar lá, quer queira, quer não”, afirma.
- Proibir não resolve. Como exemplo, o especialista cita uma política pública recente: o banimento dos celulares nas escolas brasileiras. Ele ressalta que a medida levanta questionamentos importantes. “O que é mais eficaz: banir ou ensinar o estudante a usar esse dispositivo de maneira intencional, em prol de algo mais produtivo? Posso banir durante a aula, mas, depois dela, o estudante retomará aquele processo. Na verdade, estou apenas mitigando”, pontua.
Sociedade está em processo de educação contínua
- Educação para não ficar para trás. Guimarães acredita que as novas tecnologias têm um ponto positivo inegável ao pressionarem a sociedade a continuar se capacitando e se educando, como parte de um processo de adaptação sem linha de chegada.
- Guimarães explica. “Temos de aceitar e entender que não existe mais aquela lógica de que já ‘somos formados’ — educação básica e superior, depois mestrado, doutorado e, então, acaba. Não, agora estamos num processo de formação e aprendizado contínuos.”
- Aprender sobre a IA. O especialista ainda defende que, além de aprender como a IA pode ser usada no cotidiano e nas profissões, será preciso saber mais também sobre a ferramenta em si. “Quanto custa o uso da IA? Quais são os efeitos práticos para a sustentabilidade? Há várias nuances sobre as quais as pessoas precisam se aprofundar. De maneira geral, isso ainda está distante”, pontua.
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