Brasil caminha para a eletrificação e desponta no consumo de etanol
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O que você vai encontrar nesta entrevista?
- Solução ambiental que vai prevalecer no Brasil, e em outros países, pelos próximos anos é a dos veículos híbridos, acredita Plinio Nastari, presidente e fundador da Datagro.
- Brasil conseguiu se posicionar na “vanguarda mundial” porque a legislação sobre carros-elétricos e híbridos adotou o critério mais avançado do mundo para definir o que é sustentável, completa Nastari.
- Para o especialista, o País está despontando na produção e no consumo de etanol, que, apesar de não ser uma tecnologia nova, ainda representa uma vanguarda energética.
Tudo indica que a solução ambiental que vai prevalecer no Brasil, e em uma série de outros países, pelos próximos anos é a dos veículos híbridos. É o que acredita Plinio Nastari, presidente e fundador da Datagro.
“Eles combinam a eficiência do motor elétrico com a baixa emissão dos combustíveis líquidos, que já têm distribuição e infraestrutura consolidadas”, explica o especialista. Para ele, a eletrificação e o uso de biocombustíveis não competem entre si. “Se complementam”, explica.
Em entrevista ao Canal UM BRASIL — uma realização da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) —, Nastari ainda aborda a legislação brasileira para carros elétricos e os esforços do País na substituição da gasolina pelo etanol.
É preciso considerar todo o ciclo de vida do veículo
- Armadilha. De acordo com o especialista, não levar em conta as políticas de sustentabilidade em todo o ciclo de vida de um carro elétrico ou híbrido é uma armadilha na qual a Europa já caiu. “Não adianta ter carro elétrico se vai gerar eletricidade queimando carvão ou qualquer energia fóssil, gás natural ou óleo combustível”, adverte.
- Pioneirismo. Já o Brasil, de acordo com Nastari, conseguiu se posicionar na “vanguarda mundial” porque a legislação nacional adotou o critério mais avançado do mundo para definir o que é sustentável. “É o critério do ‘berço ao túmulo’, que leva em conta as emissões em todas as etapas envolvidas na produção dos veículos e dos instrumentos que vão utilizar energia”, explica.
- Ciclo completo. Segundo Nastari, essa legislação acerta ao levar em conta processos que vão desde a mineração, passando pela construção da autopeça e pela montagem dos veículos e chegando até a vida útil durante os 300 mil quilômetros rodados e o seu descarte, assim como a origem da energia usada em todas as etapas.
Brasil é referência mundial no uso do etanol
- Fronteira tecnológica. Em entrevista ao UM BRASIL, Nastari ainda explica que o País está despontando na produção e no consumo de etanol, que, apesar de não ser considerada uma tecnologia nova, ainda representa uma vanguarda energética.
- País desponta na transição. “O Brasil não é o maior produtor mundial de etanol, o maior são os Estados Unidos. Mas, em termos relativos, o Brasil desponta”, explica Nastari. “Nós já conseguimos substituir 46% de toda a gasolina consumida no Brasil por etanol. Não há país no mundo que tenha atingido esse grau de substituição. O Brasil é referência mundial”, completa.
- Movimento global. Nastari cita países importantes para o setor, como a Índia, que passou de 2% para 20% de adição de etanol à gasolina. E outros países também seguem esse caminho, como Indonésia, Filipinas, Tailândia, Argentina e Paraguai, além de muitas nações da Europa. “Eles também estão adotando o etanol como combustível renovável, limpo, para diminuir os efeitos da mudança climática”, observa.
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