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Economia e Negócios

Brasil não tem uma política de comércio exterior há muito tempo

Publicado em: 12 de janeiro de 2018

ENTREVISTADOS

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A melhora da economia brasileira também depende da inserção do País no comércio internacional por meio do crescimento das exportações e das importações. Essa é a visão do economista e presidente da Kaduna Consultoria, Roberto Giannetti, entrevistado pelo UM BRASIL.

Ele conversa com Thaís Heredia e diz que todos os países que melhoraram significativamente em renda per capita trabalharam na abertura da economia. Ele ressalta que o grau de abertura nacional gira em torno de 25%, enquanto a média dos países emergentes é de 40%.

Para Giannetti, investir no comércio global significa mais competitividade para diversos setores e bem-estar para a sociedade. “Tudo isso faz com que a economia prospere e, com isso, você tenha uma capacidade de crescimento sustentável de até 5% ao ano”, explica.

O economista critica o posicionamento do governo brasileiro em relação ao tema e diz que desde 2008 muito pouco foi feito. Ele alerta para o esquecimento do debate público sobre como inserir o Brasil no cenário internacional, critica as elevadas tarifas de importações e diz que o País não tem acordos internacionais com os principais blocos econômicos. “Infelizmente, o Brasil negligenciou tudo isso. Nós não temos uma política de comércio exterior há muito tempo”, completa Giannetti.

Ele acredita ser necessária uma revolução na área como forma de sair do atual cenário: “Precisamos criar um novo momento, uma nova política de comércio exterior e de política industrial que coloque o Brasil no rumo da competitividade e da inserção internacional e consiga trazer os benefícios da globalização para a nossa economia.”

A entrevista integra a segunda edição da série que discute estratégias para o crescimento e o papel do Estado na economia, gravada em São Paulo, em dezembro de 2017, em uma parceria do UM BRASIL com o Columbia Global Centers | Rio de Janeiro, braço da Universidade Columbia, de Nova York.

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