O que é necessário para aprovar a Reforma Administrativa?
ENTREVISTADOS
MEDIAÇÃO
EM POUCAS PALAVRAS...
O que você vai encontrar nesta entrevista?
- Vera Monteiro defende que a Reforma Administrativa nada mais é do que a tentativa de tornar o Estado eficiente. Isso envolve melhorar a gestão do corpo que compõe a administração pública
- Por outro lado, Humberto Falcão lembra o debate tende a ficar travado na discussão de pessoal, mas é preciso ir além. “O governo digital tem avançado muito, mas há ainda uma grande quilometragem a ser percorrida. Há compras públicas, o velho combate à corrupção, controle, orçamento, finanças etc.”, elenca o professor.
- Na opinião de Falcão, hoje, um dos maiores problemas do funcionalismo é a falta investimento em desenvolvimento de líderes. “A qualidade dos resultados está diretamente ligada à qualidade da liderança [no funcionalismo]", pontua.
A aprovação da Reforma Administrativa é um processo muito mais complexo que as aprovações das reformas Trabalhista e Tributária, uma vez que envolve muito mais que uma mudança na Constituição ou a outorga de um conjunto de proposições legislativas.
Para comentar os desafios e os rumos da modernização do Estado brasileiro, o Canal UM BRASIL — uma realização da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) — e o Movimento Pessoas à Frente reúnem Vera Monteiro, professora na Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV Direito SP) e presidente do Conselho Consultivo do Movimento, e Humberto Falcão, professor na Fundação Dom Cabral (FDC).
Rumos da Reforma Administrativa
- Eficiência e responsabilidade. De acordo com Vera, a reforma nada mais é do que a tentativa de tornar o Estado eficiente. Isso envolve tornar as pessoas que trabalham na Administração Pública capazes de entregar os serviços públicos de maneira mais adequada, e dentro de um Estado fiscalmente responsável.
- Desafios à vista. “Para fazer isso, temos uma série de medidas. Não só reestruturação de carreiras, mas também remuneração, gestão e avaliação de desempenho, modos de contratação e adequado planejamento da força de trabalho. São muitos desafios”, explica Vera.
Desafios da modernização
- Trabalho árduo. Aprovar uma reforma do Estado exige montar, conceber, estruturar e organizar, de uma maneira orgânica e integrada, uma série de ações que possam tornar a Administração Pública e o funcionamento da máquina estatal mais eficazes. É o que explica Falcão.
- Múltiplas etapas. “A reforma é mais complexa, porque já fizemos as mudanças necessárias na Constituição. Agora, precisamos de um conjunto de medidas, como as questões dos supersalários, da avaliação de desempenho e da contratação por tempo determinado”, completa Vera.
- Para além do pessoal. Na opinião de Falcão, o debate ainda está muito travado na discussão da gestão de pessoas, mas é preciso ir além. “O governo digital tem avançado muito, mas há ainda uma grande quilometragem a ser percorrida. Há compras públicas, o velho combate à corrupção, controle, orçamento, finanças etc.”, elenca o professor.
Chave da gestão pública está na liderança
- Vácuo de liderança. Para falar dos rumos da Administração Pública, é necessário discutir como esta se organiza atualmente. Na opinião de Falcão, hoje, um dos maiores problemas do funcionalismo é a falta investimento em desenvolvimento de líderes.
- Gestão efetiva é fundamental. Vera concorda e lembra, ainda, que a reforma do Estado demanda muitas ações de caráter de gestão. “E, para isso, são necessárias lideranças inspiradas”, explica ela.
- Discutindo os papéis dos líderes. “A qualidade dos resultados está diretamente ligada à qualidade da liderança [no funcionalismo]. É o líder que consegue articular todos os determinantes do desempenho, seja no nível dos indivíduos, seja no nível das instituições, seja no nível das políticas públicas”, afirma Falcão.
ENTREVISTADOS
CONTEÚDOS RELACIONADOS
Economia e Negócios
O desafio de transformar gasto público em impacto social
Em debate na Semana S 2026, os economistas André Portela e Marcos Mendes analisam por que o Brasil gasta muito e avança pouco em produtividade e redução da pobreza
ver em detalhes
Economia e Negócios
Agenda ambiental exige políticas de Estado e planejamento de longo prazo
Quando se fala em transição energética e outras pautas das agendas ambiental e climática, é preciso trocar as políticas de governo pelas políticas de Estado. É o que defende a advogada Renata Piazzon, CEO do Instituto Arapyaú, em entrevista ao Canal UM BRASIL — uma realização da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo […]
ver em detalhes
Economia e Negócios
Economia verde pode gerar milhões de empregos no País
Patrícia Ellen, CEO da Systemiq para a América Latina e cofundadora do Instituto AYA, explica que a transição ecológica é o caminho para a resiliência econômica
ver em detalhes