As oportunidades e os desafios das empresas na adoção de novas tecnologias
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- Para as empresas, principalmente as pequenas e médias, o uso da Inteligência Artificial (IA) mostra-se cada vez mais inevitável para aumentar a eficiência e a escala de produção, defende a especialista Cristina Palmaka.
- Atualmente, um dos grandes impasses do Estado é usar o avanço tecnológico a favor do ganho de produtividade e da transparência, completa a board member da Vivo, da C&A Brasil, da Arcos Dourados e da Eurofarma.
- Caminhos da regulação. Quando se fala em regular a IA no Brasil, a especialista acredita que é necessário encontrar um meio termo entre explorar novas possibilidades, sem engessar o progresso, e, ao mesmo tempo, zelar pela segurança.
A especialista Cristina Palmaka fala sobre os dilemas do uso na Inteligência Artificial no mundo corporativo e nos governos
Atualmente, um dos grandes impasses do Estado é usar o avanço tecnológico a favor do ganho de produtividade. Para as empresas, principalmente as pequenas e médias, o uso da Inteligência Artificial (IA) mostra-se cada vez mais inevitável para aumentar a eficiência e a escala de produção.
As avaliações são de Cristina Palmaka, board member da Vivo, da C&A Brasil, da Arcos Dourados e da Eurofarma, em entrevista ao Canal UM BRASIL — uma realização da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
Em sua opinião, a adoção de novas tecnologias, de forma transversal, traz desafios e oportunidades para o mundo corporativo e os governos.
O dilema das empresas
- Transição é um desafio. Sobre a adoção da IA no dia a dia do mercado de trabalho, Cristina observa que a mudança sempre é muito difícil, principalmente quando atinge a própria organização, o próprio departamento e a própria rotina. “O novo é sempre muito difícil quando nos toca. É gostoso estar naquela zona de conforto, saber exatamente o que vai acontecer”, aponta.
- Como encarar o novo momento? Na visão da especialista, a incorporação de tecnologias de ponta exige jogo de cintura de empresas e dos funcionários. Nesses casos, o imobilismo é sempre o pior caminho a ser tomado. “É um perigo ficar parado, apenas esperando o que vai acontecer. Seguir um modismo também é ruim, porque você pode tomar decisões equivocadas”, alerta.
- Dilemas éticos. A adoção da IA e a digitalização também envolvem questões como a gestão de dados e a transparência. “É preciso ter discernimento para usar de uma forma correta”, adverte. “Não deixar de usar e de testar, mas levar em consideração essa complexidade que a inovação pode trazer”, ressalta.
A tecnologia e a produtividade do Estado
- Esbarrando na burocracia. Cristina avalia que a dificuldade na adoção da tecnologia pelas gestões governamentais está na complexidade da estrutura da máquina estatal, que é bastante burocrática. Ao mesmo tempo, o ganho de benefícios onde a tecnologia já foi instaurada é inegável.
- Transformação em curso. “A gente tem bons exemplos, como o PIX, a urna eletrônica e o nosso Imposto de Renda, que são um espetáculo”, pontua. “Eu peguei épocas que nem soluções em nuvem eram possíveis na máquina pública, pelo receio com os dados”, enfatiza.
- Mais análise e retorno. Cristina aponta que é papel do Estado romper essas barreiras burocráticas e possibilitar, assim, o uso da tecnologia para gerar mais transparência da informação e melhor análise de retorno de todos os investimentos, como é esperado em qualquer empresa.
- Caminhos da regulação. Quando se fala em regular a IA no Brasil, a especialista acredita que é necessário encontrar um meio termo entre explorar novas possibilidades, sem engessar o progresso, e, ao mesmo tempo, zelar pela segurança. “Precisamos trazer as empresas, a iniciativa privada e os governos para entender todo o risco e transformar isso num lugar seguro, onde a gente continue fazendo negócios, mas com muita cautela”, resume.
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