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Falta um líder contra degradações política, social e econômica

DEBATEDORES | Boris Fausto

“Para lidar com um governo desastroso, será preciso que uma voz democrática encarne um programa de oposição com força suficiente de ideias e que tenha uma adesão profunda da grande massa popular e da classe média. Mas, hoje, nós não temos este nome”, afirma o historiador e cientista político, Boris Fausto, ao UM BRASIL – uma realização da FecomercioSP. A entrevista foi realizada pelo cientista político Humberto Dantas.

“Este é o grande problema deste momento. Gira-se em torno de nomes razoáveis, mas que não têm o carisma necessário, ninguém que se desenhe com essa força de uma liderança e se anteponha às condições lamentáveis da nossa política e das situações social e econômica do País”, reforça o historiador.

Como contraponto à própria ideia, Fausto alerta para o risco de esta busca gerar “salvadores” que encarnem o papel de liderança – uma “forte tentação” comum tanto em países com muitas carências e demandas da população não atendidas quanto em regiões mais desenvolvidas, diz ele.

Na entrevista, Fausto também avalia que o discurso em defesa das instituições – mesmo cada vez mais presente na fala de parlamentares, de membros do Poder Judiciário e da sociedade civil –, por si só,  não é expressivo a ponto de ganhar adesão de todas as camadas sociais. “O apoio institucional não é suficiente para que se mobilize o Brasil para retirá-lo de uma situação de corrosão acentuada da democracia”, pontua.

Assista na íntegra e se inscreva no canal   UM BRASIL.

Crédito da foto: Renato Parada

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