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Economia e Negócios

Mais do que o “inchaço” do Estado brasileiro, precisamos discutir como melhorar sua capacidade de funcionar

Publicado em: 25 de fevereiro de 2022

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Renato Galeno

As preocupações com o gasto público e com a composição dos custos governamentais sempre estiveram mais “relegadas” a cientistas sociais e historiadores. Atualmente, a capacidade estatal (além da forma como as políticas são implementadas) também tem se tornado uma preocupação grande entre os economistas, sobretudo para entender a razão de algumas nações terem uma capacidade maior do que as outras –  e como é possível melhorá-la, em um contexto econômico desfavorável.

“Esta capacidade envolve a arrecadação de impostos, a qualidade do Sistema Judiciário e o funcionamento da burocracia”, defende Claudio Ferraz, economista e referência mundial em avaliação de políticas públicas. “A discussão no Brasil tem focado muito no ‘inchaço’ do Estado, quando, na verdade, deveria focar na melhoria do seu funcionamento.”

A partir disso, ele pondera, é preciso pensar em como atrair as melhores pessoas para o setor público, além de como gerar os incentivos de desempenho corretos. Ferraz ainda lembra que, após garantir a estabilidade, é preciso continuar criando os incentivos para que os funcionários do Estado continuem produzindo de forma eficiente.

“Não podemos ter alguém que comece a trabalhar com um salário superalto sem ser cobrado por desempenho. Muitos países estão rediscutindo a forma de equilibrar esta necessidade de se ter algum nível de flexibilidade, mas mantendo uma burocracia de alta qualidade e com algum grau de estabilidade. A reforma da burocracia brasileira terá de enfrentar isso. Será um ponto central para o próximo governo”, sinaliza.

O economista é um dos mais respeitados acadêmicos brasileiros. Atualmente, é professor da Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá) e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

Nesta entrevista ao Canal UM BRASIL, uma realização da FecomercioSP, Ferraz também fala sobre a implementação de um programa substituto do Bolsa Família e um programa de renda mínima. Outros temas abordados são o combate à corrupção e o financiamento de campanhas políticas.

(Foto: divulgação)

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