Brasil não soube manter avanços econômicos
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Antes da crise, o País teve avanços importantes – deixou para trás a hiperinflação e as altas taxas de desemprego; reduziu a fome; e entrou para o Brics, bloco que une Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul –, mas os governantes não souberam aproveitar todas as possibilidades e ferramentas para fazer com que o Brasil avançasse mais, e o índice de desemprego voltou a subir e houve uma grave recessão. A avaliação é da jornalista Maria Paula Carvalho, em entrevista ao UM BRASIL.
“Nenhum país antes de nós teve a chance de fazer Copa do Mundo e Olimpíada uma seguida da outra. Para nós, isso foi de certa forma um reconhecimento internacional por todos os avanços social e econômico que vinham sendo verificados. Mas, depois, veio a decepção. Os estádios foram superfaturados e muitas das arenas construídas para a Olimpíada estão abandonadas no Rio de Janeiro”, destaca Maria Paula.
Em entrevista a Humberto Dantas, a jornalista diz que concorda com o pensamento do americano Albert Fishlow, um dos principais brasilianistas da atualidade: o Brasil deveria priorizar investimentos, além de manter um orçamento equilibrado e se integrar em cadeias de comércio internacional.
“O governo teve oportunidade de continuar numa linha de crescimento e, de certa forma, isso se perdeu. Investimos muito em consumo, e não em educação, tecnologia, educação e, principalmente, em infraestrutura”, analisa.
Ela também falou sobre transparência durante a entrevista. “A gente tem uma sociedade que está mais consciente e demanda mudanças. Não há mais espaço para roubalheira e corrupção no Brasil”, conclui, apresentando sua visão da sociedade brasileira após os sucessivos escândalos políticos.

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