Em quase cem anos, o ICC criou uma “expertise” em processos para o comércio global, diz Daniel Feffer
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Desde janeiro deste ano, a Câmara de Comércio Internacional, também conhecida como “ICC Brasil”, passou a ser membro da Organização das Nações Unidas (ONU). O assento, concedido pela primeira vez a uma instituição empresarial, oferece possibilidades para a entidade levar suas atividades para um nível importante da expansão global, segundo diz o presidente do ICC Brasil e fundador da Intelligent Tech & Trade Initiative (ITTI), Daniel Feffer, em entrevista ao UM BRASIL.
Em conversa com Humberto Dantas, Feffer relembra a criação da ICC depois da Primeira Guerra Mundial com o objetivo de levar prosperidade por meio do desenvolvimento do comércio e analisa as conquistas do instituto.
“Foi-se criando ao longo das décadas uma expertise em processos. A carta de crédito foi criada pelo ICC. O que seria do comércio global sem a carta de crédito? Inimaginável! Um documento que estabelece a confiança entre as partes.”
A ICC está presente em mais de 90 países e atua em 12 áreas de atuação, sendo a parte de arbitragem a mais conhecida. Para o comércio, os setores de padrões de comércio na internet, fraudes na internet,compliance e finanças estão entre os principais. Para este ano, Feffer afirma que a ICC lançará a comissão de compliance que irá interagir com as melhores práticas globais.
O ICC é instituição privada sem fins lucrativos que interage com os governos, diferentemente da Organização Mundial do Comércio (OMC) e da ONU, que têm representantes governamentais diretamente responsabilizados. “Nós podemos usar a experiência dos negócios privados levando para as práticas governamentais”, explica Feffer.
A entrevista foi realizada em parceria com a Intelligent Tech & Trade Initiative (ITTI), um projeto da ICC Brasil, a Câmara de Comércio Internacional.
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