Vamos crescer abaixo do potencial pelo menos nos próximos três anos, diz Sérgio Werlang
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O ex-diretor de Política Econômica do Banco Central e atual assessor da presidência da Fundação Getulio Vargas (FGV), Sérgio Werlang, é enfático ao afirmar que o governo brasileiro precisa conter os gastos de forma audaciosa para crescer.
Na conversa com Renato Galeno ao UM BRASIL, o economista destaca que nos primeiros seis meses do ano o número de funcionários públicos do governo federal aumentou mais de 5 mil. “Tem que cuidar de cada centavo, cada centavo é extremamente precioso. Nós temos de começar a prestar atenção nos detalhes e começar a não deixar passar nenhum desses pequenos problemas”, diz Werlang.
Werlang defende uma ampla Reforma da Previdência. Ele cita na entrevista o caso que ocorreu na Irlanda, entre as décadas de 1980 e 1990, quando os jovens deixaram o país e o sistema de previdência teve de ser revisto rapidamente porque a situação ficou insustentável.
“A aposentadoria do servidor público no Brasil também é uma aposentadoria bastante generosa e ela precisa ser equacionada. Por que uma pessoa só porque tem um trabalho no setor público, primeiro é estável, segundo, ainda tem uma aposentadoria muito melhor? Por que isso, quando é uma minoria na população brasileira?”, questiona.
O economista analisa que o crescimento do Brasil depende do resultado das próximas eleições. Werlang acredita que um novo governo populista, seja de direita, seja de esquerda, causaria retrocessos aos País.
Ao UM BRASIL, Werlang também fala sobre os potenciais investimentos chineses no País e trata das diferenças socioeconômicas entre o Brasil e o gigante asiático. A entrevista é uma produção UM BRASIL em parceria com o Fórum Desafio Brasil+China 2017, projeto brasileiro de desenvolvimento baseado no encontro de iniciativas, projetos e ideias de sucesso em países em desenvolvimento.
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