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Economia e Negócios

Brasil precisa se conscientizar sobre a necessidade de reformas para destravar a economia

Publicado em: 30 de janeiro de 2026

ENTREVISTADOS

MEDIAÇÃO

Caio Junqueira

EM POUCAS PALAVRAS...

O que você vai encontrar nesta entrevista?

  • Gesner Oliveira fala sobre a importância da modernização estatal brasileira, da garantia de segurança jurídica e do desenvolvimento de um sistema tributário racional e mais eficiente.
  • O especialista também aborda a necessidade de uma “mudança de chave” para o empreendedorismo. “O País tem essa vontade de empreender. A gente percebe isso na população, mas ainda há uma tensão grande e uma certa dominância [da ideia] de que o Estado vai resolver tudo”, conclui.
  • Em relação ao Estado brasileiro, Gesner acredita que será preciso racionalizar a máquina pública, que continua crescendo de maneira disfuncional. "Há um conjunto de estatais que são um ‘ralo’ e um desperdício de recursos. Isso vai permitir uma redução gradual da taxa de juros e, ao lado disso, você precisa de ações no plano da economia real”, conclui.

É preciso conscientizar a sociedade brasileira da necessidade de organizar reformas para destravar a economia. É o que defende Gesner Oliveira, professor na Fundação Getulio Vargas (FGV), coordenador do Centro de Infraestrutura e Soluções Ambientais (Ceisa) e sócio da GO Associados. 

Em entrevista ao Canal UM BRASIL — uma realização da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) —, Oliveira fala sobre a importância da modernização estatal brasileira, da garantia de segurança jurídica e do desenvolvimento de um sistema tributário racional e mais eficiente. 

Dois Brasis e um crescimento travado 

  • Círculo vicioso. De acordo com Oliveira, o Brasil vive, hoje, um círculo vicioso, com Estado pesado, carga tributária alta e, nesse contexto, informalidade excessiva. Ele destaca que os muitos impostos funcionam como um incentivo para mais informalidade e assim por diante.
  • Dois Brasis. “Vivemos dois mundos: um formal, restrito, e um informal enorme, horrível do ponto de vista do funcionamento da economia, porque inibe o investimento”, pontua o professor. 
  • O peso dos impostos. Romper esse ciclo significa desenvolver um Estado mais eficaz, mais leve, com menos impostos e mais incentivo à formalização, defende. “Isso gera um enorme incentivo ao investimento e à inovação, gerando uma base de arrecadação muito maior e, consequentemente, menos necessidade de impostos”, completa. 
  • Nova perspectiva. O especialista também aborda a necessidade de uma “mudança de chave” para o empreendedorismo. “O País tem essa vontade de empreender. A gente percebe isso na população, mas ainda há uma tensão grande e uma certa dominância [da ideia] de que o Estado vai resolver tudo”, conclui. 

A dificuldade de se criar consenso no País

  • Ineficiência se repete. Na avaliação de Oliveira, o Brasil tem um histórico de implementar grandes reformas de maneira inefetiva, a exemplo do Plano Real, da negociação da dívida externa, da Reforma Trabalhista e da Reforma da Previdência. 
  • Um navio afundando. “Demanda muito tempo para implementar. E, normalmente, é preciso esperar o problema se avolumar de tal sorte que o consenso acaba sendo criado pelo desespero”, explica. “Enquanto o navio parece que vai flutuar, ninguém faz nada. Fica tocando violino no convés.”
  • No limite. Na opinião do especialista, o País tem esperado a catástrofe — “a Previdência explodir, chegar à hiperinflação, ter moratória” — para adotar as medidas necessárias. 

Próximo presidente lidará com bomba fiscal

  • Prestes a explodir. O hábito de viver “no limite” tem consequências. De acordo com Oliveira, o que aguarda o próximo presidente do Brasil é uma “bomba fiscal”. “O endividamento não para de crescer, porque os déficits não param”, explica. “É preciso uma nova âncora fiscal. A que foi construída nos últimos quatro anos não funcionou, tampouco ganhou credibilidade e foi driblada pelo próprio governo.”
  • Medidas necessárias. Oliveira acredita que será necessário desindexar gastos do orçamento e desvinculá-los para dar flexibilidade. “É preciso racionalizar a máquina pública, que continua crescendo de maneira disfuncional. Há um conjunto de estatais que são um ‘ralo’ e um desperdício de recursos. Isso vai permitir uma redução gradual da taxa de juros e, ao lado disso, você precisa de ações no plano da economia real”, conclui. 

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