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Economia e Negócios

Brasil precisa dobrar os investimentos em projetos estruturais

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Thiago Salomão Entrevistador(a)
Publicado em: 22 de junho de 2018

O Brasil precisa dobrar os investimentos em infraestrutura nos próximos 25 anos para superar deficiências e fortalecer o crescimento da produtividade. Essa é a análise da sócia da Oliver Wyman Brasil, Ana Carla Abrão, que discute o tema com o diretor de Infraestrutura da Marsh Brasil, André Dabus, em debate promovido pelo UM BRASIL.

“O País investiu muito pouco nos últimos 20 anos, e a infraestrutura instalada hoje é precária. Para chegar aonde precisamos chegar, tem que dobrar esse investimento para conseguir um estoque que atenda à população brasileira e traga os ganhos de produtividade que estamos buscando”, diz a especialista.

Na conversa com Thais Herédia e Thiago Salomão, Dabus ressalta que, para avançar na questão, é importante definir qual das partes envolvidas no contrato tem mais capacidade para assumir os efeitos econômicos e financeiros dos riscos dos projetos de infraestrutura caso eles ocorram. O estabelecimento dessa regra é o que pode impulsionar a entrada de recursos para novos empreendimentos.

Os riscos podem ser classificados entre gerenciáveis e não gerenciáveis, sendo que o primeiro tipo pode ser medido e transferido para terceiros, como uma seguradora, por exemplo, enquanto que o segundo está relacionado a riscos políticos (quando o Estado interfere no projeto) ou a riscos de crédito (quando a empresa não recebe a quantia devida combinada), entre outros.

O diretor de Infraestrutura da Marsh afirma que os riscos não gerenciáveis são os principais problemas para a atração de investimentos nacionais e internacionais, e que essa divisão precisa ser estudada no Brasil.

“Esse mecanismo de saber dosar quais os riscos não gerenciáveis que serão absorvidos pelo Poder Público e pelo setor privado é o que vai fazer a diferença na atração desses investimentos. Em outros países, como na Colômbia, houve um entendimento nesse sentido, e a grande maioria dos riscos não gerenciáveis ficou a cargo do Estado para que houvesse a atração dos investimentos internacionais”, explica Dabus.

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