UM BRASIL UM BRASIL MENU conheça o um brasil
Voltar
ANTERIOR PRÓXIMO
 
Política

Política tem de ser ocupada pelas melhores mentes do País

Fecomercio-SP
Fecomercio-SPEditor
Publicado em: 18 de abril de 2019

Uma sociedade em que os cargos públicos são ocupados por aqueles que buscam o seu próprio favorecimento e praticam a desonestidade está condenada a ser liderada pelos piores. Nesse contexto, a democracia, por sua vez, está fadada ao fracasso. Mas há uma maneira de reverter esse quadro: trazendo as melhores mentes para a política.

Especificamente sobre o Brasil, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso argumenta que é preciso requalificar a política, começando por deixar claro que é mais vantajoso ser honesto do que desonesto quando se trata de atuar no setor público.

“Assim como em 1808 [quando a família real portuguesa se mudou para o Rio de Janeiro] o Brasil começou, acho que estamos tentando refundar um país, ensinando as novas gerações que ser honesto é melhor do que ser desonesto. E que, se for desonesto, vai ter consequências negativas”, pontua o ministro, defendendo investigações contra suspeitos de corrupção.

Temeroso de que haja um retrocesso no que diz respeito à atividade parlamentar e aos mecanismos de combate a desvios, Barroso reforça que as lideranças não podem passar uma mensagem de que esse esforço foi em vão, sob o risco de afastar ainda mais os jovens e as mentes mais bem preparadas da vida pública. “Os bons têm de ocupar os espaços do Brasil, porque esses espaços foram ocupados pelos espertos e pelos corruptos”, conclama.

Um dos escritores mais renomados da América Latina e ex-candidato à presidência do Peru, Mario Vargas Llosa avalia que as gerações mais jovens veem a política com desprezo. “Precisamos convencer os jovens de que a política pode ser uma atividade idealista, construtiva e que, por meio dela, podemos mudar a história e a realidade das sociedades, criar oportunidades e trazer modernidade”, salienta.

Segundo o ganhador do prêmio Nobel de Literatura, a desconfiança com a política faz com que os jovens “mais brilhantes e mais talentosos” a evitem, preferindo, assim, se dedicarem a trabalhos profissionais. Ele alerta, contudo, que se a política não atrair “os elementos mais idealistas da sociedade”, o sistema democrático pode ruir.

“Se deixarmos a política com os piores, ela nunca terá uma melhora nos níveis intelectual, científico e ético”, assevera Llosa. “Acho que isso é absolutamente indispensável se quisermos que nossas democracias sejam verdadeiramente funcionais e que, principalmente, tenham credibilidade diante do cidadão comum”, complementa.

CONTEÚDOS RELACIONADOS

Entrevista

Pesquisador do Cebri adverte que política externa será determinante nas próximas eleições

Na opinião de Feliciano de Sá Guimarães, as ações do presidente Donald Trump são guiadas, justamente, pela expectativa de que a política externa influencie o pleito brasileiro

ver em detalhes
Economia e Negócios

Economista diz que agilizar burocracia é uma questão de desenvolvimento

Sary Levy-Carciente é coordenadora do Índice de Burocracia na América Latina

ver em detalhes
Entrevista

Empresas devem aprender a minimizar risco político, recomenda sócio-fundador da Dharma Political Risk and Strategy

Em entrevista ao UM BRASIL, Creomar de Souza explica as oriengens da crise entre os Poderes no País

ver em detalhes

Quer mais embasamento nas suas discussões? Siga, compartilhe nossos cortes e participe do debate!

Acompanhe nossos posts no LinkedIn e fique por dentro
das ideias que estão moldando o debate público.