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Pouco espaço para mulheres nas empresas é um problema social

DEBATEDORES | Rachel Maia

O debate sobre a participação das mulheres no ambiente corporativo está crescendo, e para trazer resultados efetivos, é preciso falar cada vez mais sobre o tema, aproveitando o momento em que a sociedade se mostra convencida de que a desigualdade de gênero é um problema social. Essa avaliação é da executiva, empreendedora e uma das principais lideranças das representatividades feminina e negra em grandes empresas, Rachel Maia.

Em entrevista ao UM BRASIL, realizada em parceria com a Expert XP, Rachel salienta que ter apenas 4% de mulheres em cargos executivos em um país em que elas são 51% da população “está longe de algo razoável”.

“Eu vejo, hoje, um momento no qual a sociedade admite ter um problema social no tocante à diversidade. E como falar sobre isso, como debater, como estudar possíveis mudanças, é só falando sobre o tema”, reforça.

A executiva, com passagens pela Novartis, Tiffany & Co. e Pandora comenta que uma mulher em posição de liderança ainda causa espanto. “Quando nós não tivermos mais espantados em função ou do gênero ou da raça, acho que naturalmente vamos ter atingido um estágio diferenciado. Hoje, nós ainda precisamos enaltecer o gênero e a raça em função de um mercado que não mostra crescimento [na taxa de mulheres ocupando cargos executivos]”, frisa.

Rachel ressalta que a inclusão de gênero envolve uma mudança de mentalidade de presidentes, gestores e recrutadores nas empresas. Ela diz que tem percebido um movimento nesse sentido e cita que já foi interrogada por homens sobre como viabilizar o espaço para mulheres em suas empresas.

“Essa dúvida vinda de presidentes homens faz com que outros líderes se coloquem numa posição de ‘não tem problema eu não saber fazer inclusão, mas como posso aprender?’”, analisa.

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