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Sociedade

out 31, 2018

Mulheres refletem sobre desafios do mercado de trabalho

DEBATEDORES |

A disparidade salarial entre homens e mulheres no País e a pouca presença feminina em altos cargos deixam claro que existe uma grande desigualdade de gênero. Em entrevistas feitas ao UM BRASIL, mulheres de diferentes segmentos debatem o tema e expõem os desafios encontrados no mercado de trabalho e o empenho em concretizar ações que também beneficiem outras mulheres.

A baixa participação feminina nas empresas pode ser vencida se as estudantes tiverem referências inspiradoras para seguir. Para a presidente da Schneider Electric para a América do Sul, Tânia Cosentino, estimular as jovens desde cedo é a melhor maneira para que elas queiram ocupar cargos importantes mais tarde.

“A mulher não consegue se projetar numa posição de alto comando até mesmo pela falta de exemplo. As jovens que se formam (nas universidades) percebem os obstáculos e pensam que não vão chegar lá”, afirma.

As mulheres que se formam e entram no mercado de trabalho ainda enfrentam preconceitos e precisam se impor. Durante debate, as jornalistas do canal UM BRASIL Sabine Righetti, Érica Fraga e Thais Herédia comentam diferença salarial em relação aos homens, assédio e práticas de empresas a favor da igualdade entre os gêneros.

O desejo de mudar a realidade das mulheres fez a presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, integrar o grupo Mulheres do Brasil. Formado por mulheres de diversas profissões e regiões brasileiras, ela é a favor de igualdade e transparência nos setores público e privado.

“Não criamos novas ONGs, mas reunimos e apoiamos aquelas que já existem.” Entre as conquistas da organização, está a aprovação de cotas para mulheres em conselhos de empresas. “Cota é um processo transitório para acertar uma desigualdade. Hoje, temos 7% de mulheres em conselhos de empresas abertas, e se você tirar as donas ou filhas de donas (como eu) dessa conta, o total cai para 3%”, observa a empresária.