O papel do Estado no estímulo ao empreendedorismo
“Somos um dos povos mais criativos do mundo, mas um dos menos inovativos”, observa o professor de MBA e pós-graduação da FGV IDE, Carlos Alberto Silva. Junto com o engenheiro de telecomunicações e sócio-proprietário da Anova Sistemas, Daniel Gil Monteiro de Faria, e o superintendente de Negócios e Operações da Agência de Desenvolvimento Paulista (Desenvolve SP), Eduardo Saggiorato, ele participa de conversa sobre inovação promovida pelo UM BRASIL e mediada por Humberto Dantas.
O debate faz parte da série “Diálogos Regionais – Interior Paulista”, iniciativa da plataforma UM BRASIL que discute as grandes questões nacionais sob um olhar regional e foco nas diferentes realidades. Esse debate contou com apoio da Conexão FGV São José dos Campos.
“Entendemos que o Estado tem, sim, um papel fundamental nesse processo. Quando se fala de inovação tecnológica, a tecnologia custa caro. Vemos que é uma cultura em muitos países o governo financiar novas tecnologias e romper barreiras do conhecimento, esse conhecimento é fundamental”, defende Monteiro de Faria.
O peso da atuação do Estado, no entanto, não é consenso entre os participantes do debate. “O maior problema do Brasil é a regulação, e o responsável pela regulação é o governo. Se o governo diminuir toda a regulação, você vai dar incentivo para as pessoas poderem inovar”, defende Carlos Alberto Silva.
“O Estado tem o papel de deixar que a sociedade brote sozinha como acontece em outros países. Garantindo o fomento por meio de outras instituições que não o governo.”
“O que encontro em minha atuação, é que o setor produtivo não tem amplo conhecimento dos tipos de apoio à inovação que existem – instrumentos de apoio à inovação não são só recursos financeiros. Dependendo da fase que você está no seu projeto, ele não precisa de dinheiro, mas de recursos humanos ou materiais”, afirma Eduardo Saggiorato. Entre os temas abordados, estão as condições necessárias para o fomento da inovação, as dificuldades dos empreendedores no País, os impactos da Reforma Trabalhista e as oportunidades de negócios que emergem no interior paulista.
ENTREVISTADOS



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