Sociedade da inovação requer aprendizagem constante
Os avanços tecnológicos proporcionam inovações que criam, destroem ou modificam profissões. Com isso, surge a necessidade de o trabalhador se atualizar constantemente ou até mesmo mudar de área de atuação. Devido à crescente longevidade humana é bastante possível que as gerações mais jovens, sobretudo, tenham que migrar de atividade ao longo da vida.
Observando essa característica do mundo atual, o consultor e especialista em tecnologia da informação Silvio Genesini critica forçar o jovem a escolher uma carreira aos 18 anos. Ele recomenda que os mais jovens experimentem diversos campos de conhecimento antes de decidirem por uma carreira exclusiva, tendo em vista que é possível mudar de área no decorrer da vida profissional.
“A nova geração tem uma relação de curto prazo no trabalho, tem mais interesse em empreender, viver em outros países, conhecer outras culturas, ter períodos sabáticos. A vida do jovem será de experimentações”, afirma Genesini.
Compartilhando uma visão parecida, a diretora-presidente do Centro de Inovação para a Educação Brasileira, Lúcia Dellagnelo, reforça a necessidade de as pessoas seguirem estudando e aprendendo novas habilidades de maneira contínua, de modo que o ciclo tradicional do ensino tende, no longo prazo, a se tornar obsoleto em termos de mercado de trabalho.
“A nossa sociedade é baseada em conhecimento e, agora, mais recentemente, na cultura de inovação, de renovação constante de conceitos, de plataformas, de ferramentas de trabalho”, comenta Lúcia.
Ela sintetiza essa ideia dizendo que, diferentemente de como era no passado, as pessoas, se quiserem se adaptar e entender o mundo em que vivem, não podem se fechar para a aprendizagem. “Mais do que nunca, a educação deixou de ser algo que acontecia numa certa idade para ser algo que você tem que se engajar durante toda a sua vida”.
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