Abertura comercial esbarra em problemas antigos
Vender e comprar produtos e serviços de outros países esbarra em problemas brasileiros antigos como a falta de infraestrutura, o excesso de burocracia, entre outros aspectos que fazem o País perder espaço no cenário internacional. Prova disso é o resultado de relatório da Organização Mundial do Comércio (OMC), divulgado em abril deste ano, onde o Brasil caiu da 26ª posição para o 27º lugar entre os maiores exportadores do mundo em 2018.
Devido à importância do comércio internacional para o desenvolvimento da economia, convidados do UM BRASIL, uma realização da FecomercioSP, analisam e apontam soluções para o País.
Em uma das gravações, o professor sênior de Agronegócio Global no Insper, Marcos Jank, diz apostar que a saída é uma abertura comercial que traga aumento de competitividade dentro do Brasil, ao mesmo tempo em que se ganha mercado lá fora: “Acho que o Brasil primeiro tem que sair dessa casca de ovo que vive. O grande desafio é a gente querer se integrar ao mundo.”
Essa expansão comercial deve, na visão da professora da Escola de Economia de São Paulo (FGV), Vera Thorstensen, ser feita com países que possam trocar o acesso ao mercado de consumidores que o Brasil dá por tecnologia. “Sou a favor de fazer a abertura com troca. Não adianta fazer acordo com pobre, com países em desenvolvimento, porque eles produzem as mesmas coisas”, explica.
Embora esses e outros entrevistados pela plataforma olhem para a situação de perspectivas diferentes, todos concordam num ponto: o amadurecimento do comércio internacional exige medidas práticas e urgentes capazes de melhorar o ambiente de negócios brasileiro e impulsionar o comércio exterior.
Confira as análises no vídeo completo:
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