Roberto Romano traça uma radiografia do cenário político brasileiro
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O filósofo Roberto Romano diz que, para o País iniciar a reforma eleitoral, “a primeira, mais ampla e mais difícil medida seria a federalização do Brasil”. Na opinião dele, “o Brasil não é uma federação”. Ao comentar o desânimo com a política, atualmente tão evidenciado no País, o filósofo ressalta a distância “entre o que as ruas pediam e a resposta política”.
Durante a conversa, ele traça um paralelo: “no absolutismo, não havia distinção entre o cofre do rei e o cofre do Estado – e nós mantivemos isso; os nossos políticos vivem nessa ambiguidade”. Roberto Romano também compara a estrutura dos partidos políticos brasileiros à do futebol: “nós temos os cartolas da política, cuja idade mínima é 60 anos”.
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