“É necessário respeitar a legislação existente”, diz ministro
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O excesso de judicialização no Brasil cresce cada vez mais, inclusive no campo político. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, diz que o brasileiro acredita apenas na solução jurisdicional, o que gera grande volume de processos e lentidão nas resoluções. “É preciso conversar, transigir e formalizar um acordo por meio de outros caminhos, como a arbitragem, por exemplo”, afirma.
Para o ministro, as inúmeras emendas constitucionais brasileiras existem porque passam a falsa impressão de dias melhores. “Sempre que se cria uma nova lei, gera-se uma esperança na população. Contudo, elas também provocam conflitos na interpretação dessas mesmas emendas. Nossa Constituição é, na verdade, um periódico. É necessário que se respeite a legislação existente”, acredita. Sobre as atuais crises econômica e política que acometem o Brasil, Mello enaltece a inversão de valores.
“Vivemos um momento de abandono de princípios, perda de parâmetros e esgarçamento das instituições. O País está praticamente parado porque a chefia do Poder Executivo não consegue implementar medidas que combatam o problema. Enquanto houver esse impasse, a crise financeira será aprofundada.” A falta de consciência no voto é outro agravante destacado por Mello. “A sociedade não é vítima, mas autora dos maus políticos que temos. São as decisões tomadas pelos eleitos que impactarão a vida de todos.”
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