Sensação de impunidade é o grande motor da corrupção no mundo
ENTREVISTADOS
MEDIAÇÃO
A sensação de impunidade é o grande motor da corrupção, conforme explica o sócio da prática de Forensic Services da PwC Brasil, Leonardo Lopes, em entrevista ao UM BRASIL. No encontro com Thais Herédia, ele aponta a necessidade de atuação baseada em três pilares: prevenção, detecção e resposta aos atos ilícitos.
O ambiente desfavorável para a prática da corrupção precisa ter um arcabouço legal que oriente e permita punições no caso de desvios, fiscalização e punição. “Os estudos que a gente vê demonstram que, se existe o sentimento de ser pego, a atitude já muda”, diz.
Ele dá como exemplo o ato de dirigir, no qual as regras podem ser seguidas e respeitadas em determinado local, e em outro, não. As pessoas se portam de forma diferente em cada uma das situações. “A cultura se dá pelas instituições. Se existe a percepção de uma cultura de corrupção é porque existiu uma ruptura entre a relação de confiança entre o governo e a população”, avalia.
Lopes aponta que a corrupção é um problema global e que, segundo estimativa do Banco Mundial, US$ 1,5 trilhão são pagos todos os anos em suborno e propina no mundo. Os efeitos dessa corrupção endêmica são percebidos na sociedade e nas economias em geral, pois acaba por aumentar a diferença social entre países e dentro do próprio país. “Os ricos ficam mais ricos e os pobres, mais pobres”, completa.
A entrevista integra a segunda edição da série que discute estratégias para o crescimento e o papel do Estado na economia, gravada em São Paulo em dezembro de 2017, em uma parceria da plataforma UM BRASIL com o Columbia Global Centers | Rio de Janeiro, braço da Universidade Columbia, de Nova York.
ENTREVISTADOS
CONTEÚDOS RELACIONADOS
Economia e Negócios
Caminhos para uma agenda nacional estratégica
Especialistas discutem os desafios e os caminhos para a garantia das seguranças econômica e geopolítica do País
ver em detalhes
Economia e Negócios
Segurança pública: entre a prevenção, a repressão e os direitos
Os professores Vitor Possebon, da FGV EESP, e Eloísa Machado, da FGV Direito SP, debatem os desafios, as contradições e as possibilidades da segurança pública no País
ver em detalhes
Economia e Negócios
Qual transição energética o Brasil quer liderar nos próximos anos?
Os professores Amanda Schutze e Mario Schapiro debatem os obstáculos e as potencialidades da descarbonização da economia no País
ver em detalhes