Brasil precisa aprender a identificar e valorizar os bons professores
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O bom professor não tem nenhuma valorização se comparado ao que não é um bom docente. A afirmação é da presidente do conselho do Instituto Península, Ana Maria Diniz, feita durante entrevista ao UM BRASIL. “É essa a diferenciação que a gente precisa começar a criar nesse País”, diz.
Mantenedora de um dos mais inovadores centros de formação educativa, o Instituto Singularidades, Ana Maria entende que o professor é uma peça-chave da sociedade. “É fundamental para o País que quer crescer e se desenvolver valorizar o professor, porque eles formam todas as futuras gerações”, defende.
Para Ana Maria, a formação do professor deveria ser mais focada na prática e não apenas nas partes ideológica, acadêmica e filosófica. Ela destaca que a didática é pouco explorada no Brasil, inclusive nos cursos das grandes universidades. “Isso é uma coisa fundamental para formar um bom professor, aquele profissional da educação que realmente está sendo formado para trabalhar com aluno na sala de aula”, explica.
Um treinamento diferente poderia ajudar o docente a lidar com problemas do cotidiano, como planejar uma boa aula e lidar com crianças que aprendem em ritmos diferentes na mesma turma. Um curso baseado na relação entre professor e aluno facilitaria o papel do professor e, consequentemente, melhoraria a qualidade do ensino. “A formação moderna é essa, é a formação que dá instrumentos para o professor, equipa o professor para poder lidar com essas diferenças na sala de aula”, finaliza.
A entrevista integra a série “Federalismo e Educação no Brasil”, produzida pelo UM BRASIL em parceria com o Centro de Liderança Pública (CLP), responsável pelo Índice de Oportunidades da Educação Brasileira (Ioeb).
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