4ª Revolução Industrial é um novo capítulo da história
ENTREVISTADOS
MEDIAÇÃO
A intensidade do impacto causado pelo avanço das tecnologias na economia e no mercado de trabalho vai depender da ação de diferentes setores da sociedade, segundo análise do chefe de Estudos de Ciência e Tecnologia do Fórum Econômico Mundial, Thomas Philbeck, em entrevista ao UM BRASIL.
“O impacto pode ser drástico, e claro que muita coisa vai depender de regulamentações, governos, indústrias, sociedade civil e de como todos esses elementos trabalharão juntos para decidir como lidar com essas tecnologias e como elas serão desenvolvidas de acordo com os valores culturais e éticos de cada nação em particular.”
Na conversa com Jaime Spitzcovsky, Philbeck afirma que a humanidade assiste à descentralização de tecnologias, como blockchain e impressoras 3D e multidimensional, e que essas e outras mudanças vão mudar a vida das pessoas por todos os aspectos.
“Eu diria que a quarta Revolução Industrial é um novo capítulo do desenvolvimento humano, que vem sendo impulsionado por tecnologias extraordinárias que impactam todos os diferentes aspectos de nossas vidas. Isso inclui o que significa o ser humano para nós, o que significa ser um cidadão, fazer parte de uma família, ser um funcionário, pois muitas das tecnologias são de escala global que afetarão todos nós”, afirma.
Philbeck destaca que as transformações tecnológicas podem afetar diferentes áreas de formas distintas ao redor do mundo e que os principais beneficiados serão as empresas de tecnologia e aqueles com acesso a um conjunto de meios de produção.
“Dizer que a quarta Revolução Industrial vai afetar a todos nós de forma igual seria um erro. Da mesma forma que a segunda e a terceira revoluções industriais não afetaram o mundo todo da mesma forma. Acho que os ‘vencedores’ são aqueles que promoverão inclusão, sustentabilidade e diversidade”, afirma.
Segundo o chefe de Estudos de Ciência e Tecnologia do Fórum Econômico Mundial, o conjunto de habilidade que mais se destacará na quarta Revolução Industrial é o que permite que as pessoas colaborem e trabalhem juntas.
“As habilidades são cognitivas no sentido de se poder olhar, questionar, entender e sintetizar informações. Outros tipos de habilidades como colaboração e formação de equipe serão muito importantes, pois essas tecnologias não vão funcionar graças à inteligência de uma única pessoa. É necessária toda uma equipe para isso”, argumenta.

ENTREVISTADOS
CONTEÚDOS RELACIONADOS
Economia e Negócios
O Brasil e os desafios de uma Reforma Fiscal
Os professores Marcio Holland e Tathiane Piscitelli inauguram aula do curso O Futuro do Brasil em Debate: Um Olhar Interdisciplinar, promovido pela FGV Direito SP e FGV EESP, em parceria com o Canal UM BRASIL
ver em detalhes
Sociedade
80 anos de Sesc: bem-estar social como missão
Luiz Galina, diretor regional do Sesc São Paulo, rememora as origens e transformações da instituição reconhecida por seus serviços de lazer, esporte e cultura
ver em detalhes
Economia e Negócios
Por que a renda cresce, mas não chega ao bolso dos brasileiros?
Economista Ricardo Amorim analisa o passado, o presente e os possíveis caminhos futuros da economia brasileira
ver em detalhes