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Economia e Negócios

Falta de inovação reduz produtividade das empresas

Publicado em: 22 de fevereiro de 2019

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A agricultura é um dos poucos setores da economia brasileira que ganhou eficiência ao incorporar pesquisa e inovação em seus processos. O economista José Alexandre Scheinkman afirma, em entrevista ao UM BRASIL, que a falta desses fatores reduz as produtividades da indústria e do setor de serviços no País.

“A agricultura tem uma taxa de crescimento anual alta porque se beneficia dos processos de pesquisa e desenvolvimento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Temos um grande número de pesquisadores, mas, de alguma maneira, isso não se transforma em produto”, afirma.

Em conversa com Renato Galeno, o professor das universidades Columbia e de Princeton, nos Estados Unidos, lembra que pesquisas científicas aliadas à tecnologia viabilizaram a produção agrícola no cerrado, região que se tornou uma das mais importantes do mundo ao superar as barreiras climáticas.

Scheinkman aponta outros fatores que influenciam na produtividade das empresas, como a abertura de mercados por meio da exportação e a desregulamentação. No caso da eliminação de regras e normas governamentais, ele dá como exemplos de sucesso a extinção do Instituto Brasileiro do Café (IBC) e do Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA), entre o fim da década de 1980 e começo dos anos de 1990.

“A concorrência com empresas internacionais aumenta a procura por eficiência, e o ambiente legal e regulatório também afeta a diferença entre as empresas e, evidentemente, entre os países.”

Embora o governo tenha papel fundamental na criação de um ambiente propício para o aumento da produtividade, Scheinkman afirma que os subsídios governamentais são menos eficientes no crescimento da produtividade e critica o fato de esse artifício ser usado de forma errônea no Brasil.

“Os subsídios deveriam ser restritos, horizontais, e não concedidos para firmas específicas. No Brasil, temos subsídios que ficam para sempre, diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos, onde existe proteção para iniciantes – infant industry, na sigla em inglês”, reitera o economista.

A entrevista é resultado do evento “III Fórum: A Mudança do Papel do Estado”, uma realização UM BRASIL; Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP); Columbia Global Centers | Rio de Janeiro, braço da Universidade Columbia; Fundação Lemann; revista VOTO; e Instituto de Estudos de Política Econômica – Casa das Garças.

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