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Ainda há nicho muito grande no Brasil para mercado de pagamentos

DEBATEDORES | Paula Paschoal

*Esta entrevista foi gravada na primeira semana de março, antes do avanço dos casos de coronavírus no País e de seus efeitos sociais e econômicos. Todos os temas abordados e as análises sobre economia e negócios tratam do cenário anterior à crise.

O mercado de pagamentos tem mudado constantemente nos últimos tempos. A expectativa é de que as transformações sejam ainda maiores nos próximos três anos se comparadas à última década. É o que afirma a diretora-geral do PayPal no Brasil, Paula Paschoal, em entrevista ao UM BRASIL, uma realização da FecomercioSP.

Considerada uma das maiores empresas de pagamento online do mundo, o PayPal está presente em cerca de 200 países e em mais de 30 moedas diferentes, visando a facilitar a vida de quem vende (e sem nenhum custo para quem compra) em qualquer lugar do mundo.

Paula analisa, em conversa com a jornalista Juliana Rangel, que ainda há um nicho muito grande para o setor no Brasil, pois existe um alto número de pessoas desbancarizadas (entre 40 e 50 milhões), ou seja, que não está inserido no segmento bancário. “O brasileiro gosta muito de celulares em geral e passa, em média, cinco horas e meia no telefone por dia. Se conseguirmos bancarizar essa população, conseguimos acelerar mais essa adoção. Atualmente, temos em torno de 4 milhões e meio de usuários ativos que compram utilizando o PayPal em aplicativos ou e-commerce de um total de 70 milhões ativos no País.”

Uma das preocupações das empresas é saber se a pessoa é mesmo usuária de uma determinada conta ou não. Um dos diferenciais do PayPal, segundo Paula, é a eficiência na gestão de fraudes. “O céu é o limite no mundo mobile, e consigo saber por meio de tecnologias qual é o seu comportamento, com qual inclinação que você utiliza o seu dispositivo, a velocidade que digita e até o dedo mais utiliza. Usando 80 componentes, consigo saber em dois segundos se é você ou não. A agilidade na transação é muito importante”, ressalta.

Com a velocidade que a inovação chega ao Brasil, Paula é categórica em dizer que as lojas físicas estão cada vez mais se transformando em um ambiente de experiência. “Não existe uma guerra entre on e offline, é uma combinação de dois mundos buscando sempre a melhor experiência para o cliente. As lojas têm se transformado cada vez mais, e é o que vai acontecer em um ritmo cada vez mais rápido.”

Ainda existem muitos serviços que são acostumados a serem pagos com dinheiro físico ou cartão de crédito e que têm migrado rapidamente para aplicativos móveis, como a utilização de táxi e transportes em geral e o pagamento em postos de gasolina. “São oportunidades como essa que vejo com bastante otimismo para os pagamentos online. Quem muda para melhor, muda muito rápido”, comenta.

Eleita pela Forbes Brasil como uma das 40 mulheres mais poderosas em 2017, Paula Paschoal também analisa sobre a importância de os cargos de chefia serem ocupados por mulheres e de as empresas terem espaço para perfis diversos, independentemente de gênero, raça e orientação sexual. “As empresas têm cada vez mais se movimentado, não dá para generalizar, mas há uma preocupação. Muito além do trabalho, é pensar todo dia como devolvo a oportunidade que tive para a sociedade, para as mulheres poderem ser o que quiserem”, finaliza.

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